sábado, 22 de outubro de 2011

Chuva química


Cabeça vazia em uma noite cheia
Luzes, sons e tudo mais de hipnótico
Lícito, ilícito e cítrico
Espalham-se tal parasitas, sangue sugas
Luxúria consome e é consumida
Não existe fome, não existe comida
Alimento para a cabeça que nada
Aqui tem dilatador nasal e mental
O amor é injetável
E a dor disfarçada com sorrisos, gargalhadas, beijos e sexo
A brisa torna-se tempestade
E o que cai do céu é químico e queima tudo ao redor
E o fim chega cedo
Vemos corpos em chama
E não há para onde fugir.

3 comentários:

  1. poxa, poema complexo que faz com que reflitamos....
    abs

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  2. Léo, senti um toque meio "romantigótico", meio spleen, se bem que adaptado aos nossos tempos modernos. Curti também o trabalho das proparoxítonas em "Lícito, ilícito e cítrico". Parabéns! Beijos e sucesso no blog!

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  3. haha é verdade. bem interessante
    seguindo aqui :)

    http://largataazul.blogspot.com/
    atualizado.

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