Caminho pela rua
Deparo-me contra o vento que chicoteia como um escravo fugido
A pressa que me acompanha torna-se insignificante se comparada à solidão
Ter o "nada" como espectador não é nada motivador
O calor escaldante é bruscamente violentado por gotas d’água
A chuva lava meu rosto removendo toda a maquiagem que me compõe
A água escorre por bueiros levando consigo toda minha essência
Ou pelo menos a essência que acredito ser minha
Fico completamente cru
Fico completamente nu
Livre de impurezas
Livre de perfumes e odores
Sem feiúra ou beleza
Sem paixões ou amores
Eis então a hora de começar
“Tudo novo de novo”
Leandro Lago
Hummm....entende claramente o eu-lirico desse poema...chuva que cai lava a alma e lhe renova para seguir em frente conjugando o verbo existir \o/
ResponderExcluirlegallll..viajeii =)