Mais um dia que nasce
Um dia comum...
Como todos os outros que teimam em ser mais do mesmo
Decepciono-me a não ver no espelho diferença alguma em relação à ontem
Fica uma incógnita pairando no ar
Será que amanhã serei melhor que hoje?
Ou será que hoje estou melhor do que amanhã?
Indagações que parecem não ter resposta
E que teimam em habitar o “meu eu”, o “seu eu” e o “nosso eu”
Hoje acordei diferente
Olhar mais profundo
Pensamentos mais dispersos
Procuro forças e não acho
Estão canalizadas apenas para o ato de espirrar
Quão bom curtir uma gripe sem saber quando estaremos livres dela
Quão bom viver sem saber como será o amanhã
Isso é muito mais prazeroso do que chocolate quente no inverno
Quão bom que meu espelho só mostra o hoje
Dessa forma o amanhã...
Fica só pra amanhã
Viva o hoje!
E curta a gripe!
Leandro Lago
segunda-feira, 29 de março de 2010
quinta-feira, 25 de março de 2010
Tudo novo de novo
Caminho pela rua
Deparo-me contra o vento que chicoteia como um escravo fugido
A pressa que me acompanha torna-se insignificante se comparada à solidão
Ter o "nada" como espectador não é nada motivador
O calor escaldante é bruscamente violentado por gotas d’água
A chuva lava meu rosto removendo toda a maquiagem que me compõe
A água escorre por bueiros levando consigo toda minha essência
Ou pelo menos a essência que acredito ser minha
Fico completamente cru
Fico completamente nu
Livre de impurezas
Livre de perfumes e odores
Sem feiúra ou beleza
Sem paixões ou amores
Eis então a hora de começar
“Tudo novo de novo”
Leandro Lago
Deparo-me contra o vento que chicoteia como um escravo fugido
A pressa que me acompanha torna-se insignificante se comparada à solidão
Ter o "nada" como espectador não é nada motivador
O calor escaldante é bruscamente violentado por gotas d’água
A chuva lava meu rosto removendo toda a maquiagem que me compõe
A água escorre por bueiros levando consigo toda minha essência
Ou pelo menos a essência que acredito ser minha
Fico completamente cru
Fico completamente nu
Livre de impurezas
Livre de perfumes e odores
Sem feiúra ou beleza
Sem paixões ou amores
Eis então a hora de começar
“Tudo novo de novo”
Leandro Lago
quarta-feira, 10 de março de 2010
Lado B Lado A
A relação da Publicidade e Propaganda com a sociedade é um tanto conturbada, ela paira entre o céu e o inferno, o bem e mal, o certo e o errado.
Protagonista de várias discussões sobre a sua importância e a maneira como atua, esse pilar da comunicação tem sido ao longo da nossa história uma peça fundamental para o nosso desenvolvimento social e cultural.
Ter a palavra como ferramenta para conseguir o que se deseja não é nenhuma novidade para o homem, assim como não é nenhum fato novo a desigualdade no uso da comunicação em nosso país. A publicidade e Propaganda são mais uma das ferramentas da comunicação em que predomina os interesses públicos e privados constituindo um segmento altamente rentável e lucrativo, isso proporciona uma busca desenfreada para ter essa ferramenta à disposição. Mas o que é feito por aqueles que têm essa “dádiva” a disposição? Será que a Publicidade e Propaganda contribuem para o nosso social? Ou é apenas o lucro que interessa? Essas perguntas são originadas toda vez que alguém indaga sobre qual o papel que a Publicidade exerce ou deve exercer em nossa sociedade.
Fazendo um apanhado da história vemos que na época da escravidão e mesmo depois da abolição a publicidade tinha uma participação importante e de certa forma cruel, podemos dizer que ela tava mais para o inferno do que para o céu, ela atuava na divulgação de venda de negros, na busca de negros fugidos. Nada que julguemos correto nos dias atuais.
Hoje os publicitários têm uma responsabilidade social muito maior do que a tempos atrás, existe uma fiscalização muito mais rígida e politicamente correta, isso nos previne de abusos escancarados, porém nos deixou muito mais vulneráveis as ações astuciosas que são elaboradas bem em baixo dos nossos olhos e que não vemos por estarmos tão ocupados para pensar. O caixa dois, mensalão e outros termos da nossa corrupção são tão bem manipulados com a ajuda da Propaganda que passamos a acreditar na legalidade destes atos. Tornamos-nos Os cegos no castelo, ludibriados por nós mesmos.
Mas a Publicidade não é só o lado negro da história, ela também tem exemplos dignos de que o seu papel na verdade é contribuir para a humanização, socialização e paz. Podemos através dela orientar sobre prevenção de doenças, transmitir informações sobre a comunidade, mostrar o quão importante é a valorização pessoal e social.
Assim é a Publicidade e Propaganda, algo como uma faca de dois gumes, uma ciência que se confunde com o bem e mal, esperemos e trabalhemos para que ela não se torne uma mera espectadora e nem “aquele garoto que ia mudar o mundo e agora assiste a tudo em cima do muro” como diria Cazuza.
Protagonista de várias discussões sobre a sua importância e a maneira como atua, esse pilar da comunicação tem sido ao longo da nossa história uma peça fundamental para o nosso desenvolvimento social e cultural.
Ter a palavra como ferramenta para conseguir o que se deseja não é nenhuma novidade para o homem, assim como não é nenhum fato novo a desigualdade no uso da comunicação em nosso país. A publicidade e Propaganda são mais uma das ferramentas da comunicação em que predomina os interesses públicos e privados constituindo um segmento altamente rentável e lucrativo, isso proporciona uma busca desenfreada para ter essa ferramenta à disposição. Mas o que é feito por aqueles que têm essa “dádiva” a disposição? Será que a Publicidade e Propaganda contribuem para o nosso social? Ou é apenas o lucro que interessa? Essas perguntas são originadas toda vez que alguém indaga sobre qual o papel que a Publicidade exerce ou deve exercer em nossa sociedade.
Fazendo um apanhado da história vemos que na época da escravidão e mesmo depois da abolição a publicidade tinha uma participação importante e de certa forma cruel, podemos dizer que ela tava mais para o inferno do que para o céu, ela atuava na divulgação de venda de negros, na busca de negros fugidos. Nada que julguemos correto nos dias atuais.
Hoje os publicitários têm uma responsabilidade social muito maior do que a tempos atrás, existe uma fiscalização muito mais rígida e politicamente correta, isso nos previne de abusos escancarados, porém nos deixou muito mais vulneráveis as ações astuciosas que são elaboradas bem em baixo dos nossos olhos e que não vemos por estarmos tão ocupados para pensar. O caixa dois, mensalão e outros termos da nossa corrupção são tão bem manipulados com a ajuda da Propaganda que passamos a acreditar na legalidade destes atos. Tornamos-nos Os cegos no castelo, ludibriados por nós mesmos.
Mas a Publicidade não é só o lado negro da história, ela também tem exemplos dignos de que o seu papel na verdade é contribuir para a humanização, socialização e paz. Podemos através dela orientar sobre prevenção de doenças, transmitir informações sobre a comunidade, mostrar o quão importante é a valorização pessoal e social.
Assim é a Publicidade e Propaganda, algo como uma faca de dois gumes, uma ciência que se confunde com o bem e mal, esperemos e trabalhemos para que ela não se torne uma mera espectadora e nem “aquele garoto que ia mudar o mundo e agora assiste a tudo em cima do muro” como diria Cazuza.
quarta-feira, 3 de março de 2010
DE VOLTA A TERRA DO NUNCA
Nunca acredite 100% em ninguem!
Nunca acredite 100% em você mesmo!
Nunca se entregue, você é a unica coisa que tem!
Nunca diga Nunca!
E o mais importante de tudo...
Nunca dê ouvidos a um Poeta Bastardo!
Leo Lago
Nunca acredite 100% em você mesmo!
Nunca se entregue, você é a unica coisa que tem!
Nunca diga Nunca!
E o mais importante de tudo...
Nunca dê ouvidos a um Poeta Bastardo!
Leo Lago
Assinar:
Comentários (Atom)