quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Aquarela


Sensação incrível de liberdade
Vinda de uma nostalgia infantil
De uma época em que a felicidade
Ia além de qualquer idade
Assim como a pureza e sinceridade
De uma criança que sorriu

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Omarzão




Olhar perdido no horizonte
Dar-me a visão do infinito
Os pensamento navegam pela calmaria
Como se não houvesse nada mais a fazer
Os meus pés limpos de areia
São beijados pelas ondas sedutoras
A paz de espírito é banhada pelas águas
Como se não houvesse nada mais a querer
O perfume do salitro é o aroma perfeito
E realça a beleza surreal do cenário
Me perco no encanto abstracto
Como se não houvesse nada mais a ser
Meus problemas se afogam diante dos meus olhos
E se quer pedem socorro para mim
E nesse momento vivo tudo o que sonho
Como se não houvesse nada mais a viver

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Difuso


De forma tão organizada
Das palavras fez-se o uso
Diria até que foi abuso
Se não tivesse entendido coisa alguma

E a letra que é falada
Parece algo tão difuso
Diria até que muito confuso
Se não tivesse entendido coisa alguma

E toda fantasia armada
Dissolve-se tal como inteligência-luso
Desorientado mais do que o horário fuso
Mesmo sem entender coisa alguma

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Escrevendo a vida


A vida é como uma folha de papel onde escrevemos uma história
Nossa história
Cada letra desenhada é um passo
Cada palavra é uma nova descoberta
Os erros sempre acontecem e servem como aprendizado
Podemos apagá-los com uma borracha e reescrever
Porém as marcas que ficam no papel
Perduram além do ponto final.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Combustível Humano


O que seria?
Como seria?
Por que seria?
Qual o sentido disso tudo?
Tudo isso tem sentido?
Viver... para quê? Para quem?
Como seria o homem sem um sentido para a vida?
Será que seríamos homens?
Qual o sentido de tantas interrogações?
Será que temos espaços para uma exclamação?
Sim!
Todos temos um sentido, uma razão, um motivo para estarmos aqui, vivos!
Todos. Sem exceções!
E descobrir esse sentido é algo primordial para não apenas viver...
E sim VIVER!
E você sabe qual o sentido de sua vida?
Vale a pena pensar...

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Em busca do chão nosso de cada dia


Vago pela rua em um chão acidentado
Mas este é o meu chão
Não enxergo na selva de pedras a beleza
Mas essa é minha natureza
Minha caminhada não é fácil
Na verdade nada é fácil... nada
Esbarro em esquinas lotadas de vira-latas e vagabundos
Mas esse é o meu mundo
Mundo de muitos ou mudo de poucos?
Certamente existem várias vertentes
Mas grande parte delas são desfavoráveis
Para mim e para você
E concerteza todas são desfavoráveis
Para eles
Onde poderão plantar? Onde poderão colher?
Onde poderão sonhar? Onde poderão viver?
E aquele vira-lata da esquina que já acostumou-se com o mundo cão
Até ele traz no olhar mareado
O retrato de um povo cansado
Que não quer conforto nem luxuria
Que não precisam de pena ou compaixão
E que precisam apenas de um pedaço de chão
O meu chão? O seu chão?
Não!
O nosso chão!


quarta-feira, 28 de julho de 2010

Beba outra vez

Trago para vocês mais uma de minhas paródias. Pois é a crise de inspiração me pegou... e na falta de algo que preste vai uma paródia mesmo.

Fiz esta obra a partir da música "Tente outra vez" de Raul Seixas, minha versão ficou com o título "Beba outra vez".

Acima disponibilizo o vídeo da canção original. Abaixo disponibilizo a paródia que assassinou esta canção.

Mil perdões Raulzito! Como você mesmo dizia: "É pena eu não ser burro! Assim não sofria tanto."

Beba outra vez

Cerveja!

Destampe uma gelada para alegra a vida

Encontre no fundo do copo a solução perdida

Beba outra vez

Beba! (Beba!)

Pois o alambique é a nossa fonte

Se o mar fosse de pinga eu era o horizonte

Mas já acabou?!

Não! Não! Não!...

Oh! Oh! Oh! Oh!

Sente!

E levante sua mão sedenta pro garçom olhar

Não pense que a cabeça aguenta se você parar

Não! Não! Não!

Não! Não! Não!

Tem bebo que canta

Tem bebo que dança

Tem bebo que gira

(Gira!)

Bailando num bar!

Uh! Uh! Uh!

Queira! (Queira!)

Enquanto não há cirrose você não tá no fundo. (do poço)

Você bebe tanto álcool que moveria o mundo

Vai!

Beba outra vez!

Humrum!...

Pense! (Pense!)

Não demore muito e peça uma birita

Se no teu velório não vai faltar a mardita

Beba outra vez!...

(Leandro Lago)

terça-feira, 20 de julho de 2010

Na vida é tão bom Ter amigos


Como diria meu amigo Milton Nascimento
"amigo é coisa pra se guardar do lado esquerdo do peito"
E é desse jeito
Nesse momento
Que presto minha homenagem a todos os meus amigos (as)


Aqueles que sempre estam do meu lado
Que acham engraçadas as minhas piadas
Que se importam comigo e isso basta
E que não me deixam perceber o quanto sou chato


E é desta forma
Em versos e prosas
Que demonstro minha eterna gratidão
Para todos que habitam o meu coração
Obrigado por estarem sempre comigo
e um Feliz dia do Amigo!

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Só um sonho só


Uma vez eu e você em uma ilha deserta.
Uma vez eu, minha cama e também minha coberta.
Por que era apenas um sonho?
Amar!
Será que ao menos com um amor posso sonhar...

terça-feira, 13 de julho de 2010

Envelheço na cidade











Mais um ano...
De sonhos e realizações
De sonhos e decepções
De tudo aquilo que fiz e não me arrependo

Mais um ano...
De muitos amigos
Talvez alguns inimigos
Que continuarão a me ver vencendo

Mais um ano...
De intenso amor
Que aliviaram a dor
Que até hoje não compreendo

Mais um ano...
Que assim como os outros
Me ensinou aos poucos
Que o bom da vida é continuar vivendo

Amor ausente


O sino da igreja sempre vive a tocar
E tu meu bem, por que vives a chorar?
A vida é tão bela, tem o céu, o Sol e o mar
E tem passarinhos sempre alegres a cantar
O galo da fazenda sempre vive a cacarejar
E tu meu bem, por que vives a chorar?
Tem o perfume das flores, tem a brisa do ar
E nas noites frias, a lareira pra esquentar
O gatinho pixaninho sempre vive a aprontar
E tu meu bem, por que vives a chorar?
Vovó Benta faz um belo bolo de fubá
E tem leite quentinho assim que acordar
As galinhas do poleiro ainda vivem a chocar
E o velho alazão também pode cavalgar
E então meu bem, por que vives a chorar?
Será que é pelo amor que aqui já não está.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Estado de vegetação


Estou sentado no banco de um ônibus
E não ouço nada, não vejo nada, além de mim
Então percebo que o meu estado é de vegetação, vegetação, vegetação...
E por falar em vegetação eu me lembro da Amazônia
E vejo árvores derrubadas
E eu não faço nada para mudar
Então me sinto um inútil
Inútil, inútil... mas muito útil
Pelo menos é o que me dizem
É o que me fazem acreditar...
Mas isso não me importa, abro a porta
E vejo o Sol cada vez mais quente
E às vezes ausente
E fecho a porta
E os olhos também

domingo, 4 de julho de 2010

A dama de Lilás


Nil...
A estrela mais luminosa dentre mil
Dondoca por natureza

Infinita tua grandeza

Inté mais que o céu de anil

Nil...
Tens o ar primaveril
Tens das flores a beleza

Como também a delicadeza

De um aroma bem sutil


Nil...
Sincera como um sorriso infantil
Espero que não tenha tristeza
Perdoe-me esta indelicadeza
Mas suas madeixas parecem bombril (essa última parte é 1º de abril)


Homenagem a Morena
Minha brother

Bjão

quarta-feira, 30 de junho de 2010

INdiferença


Me diz qual a diferença que existe entre eu e você
Se a razão da nossa existência é o mesmo que viver
E se botarmos na balança vai ficar tudo igual
A não ser que a ciência descubra alguma coisa banal

Já não suporto mais ver tanta loucura
Assim não dá pra continuar
Já não suporto mais ver tanta tortura
Ter a desigualdade para respirar

Me diz como um criança o futuro irá mudar
Se tamanha a ignorância, se não são postas para estudar
E dizem que a esperança é sempre a última que morre
E se nós formos a falência será que ela nos socorre?

Já não suporto mais ver tanta loucura
Assim não dá pra continuar
Já não suporto mais ver tanta tortura
Ter a desigualdade para respirar

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Dia Lindo

Sombras do mar
Molhadas de ar, tudo é loucura
Nuvens de mel
Flutuam no céu, simples ternura

Dia lindo, dia lindo, dia lindo

Flores no chão
Brota algodão, fruta madura
Esconde no coração
Mais que uma paixão, não é censura
Dia lindo, dia lindo, dia lindo

terça-feira, 22 de junho de 2010

Pequena dose de "eu"

Eis então o Poeta Bastardo
exposto em caras, bocas e palavras mal traçadas
falando do hoje, do amanhã e de águas passadas
mesmo que para isso eu precise ser eu

Eis então o Poeta Bastardo
não que ele seja assim "grande coisa"
tal como uma mancha num vestido de noiva
mas pode ter certeza que alguém percebeu

Eis então o Poeta Bastardo

segunda-feira, 21 de junho de 2010

A volta do que não foi

Bem...
estou de volta... quase 3 meses depois
mas estou de volta
não sei se fui contaminado por uma virose ou seja lá o que tenha sido
sei que tava sem tempo, sem coragem e principalmente sem inspiração
para postar novamente

Quando digo a vocês que sou um poeta bastardo... não é charme não

enfim... estou de volta e dessa vez imune a possíveis viroses
então desejo boas vindas a mim mesmo e bola pra frente.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Sobre o "hoje" e a gripe

Mais um dia que nasce
Um dia comum...
Como todos os outros que teimam em ser mais do mesmo
Decepciono-me a não ver no espelho diferença alguma em relação à ontem
Fica uma incógnita pairando no ar
Será que amanhã serei melhor que hoje?
Ou será que hoje estou melhor do que amanhã?
Indagações que parecem não ter resposta
E que teimam em habitar o “meu eu”, o “seu eu” e o “nosso eu”
Hoje acordei diferente
Olhar mais profundo
Pensamentos mais dispersos
Procuro forças e não acho
Estão canalizadas apenas para o ato de espirrar
Quão bom curtir uma gripe sem saber quando estaremos livres dela
Quão bom viver sem saber como será o amanhã
Isso é muito mais prazeroso do que chocolate quente no inverno
Quão bom que meu espelho só mostra o hoje
Dessa forma o amanhã...
Fica só pra amanhã
Viva o hoje!
E curta a gripe!


Leandro Lago

quinta-feira, 25 de março de 2010

Tudo novo de novo

Caminho pela rua
Deparo-me contra o vento que chicoteia como um escravo fugido
A pressa que me acompanha torna-se insignificante se comparada à solidão
Ter o "nada" como espectador não é nada motivador
O calor escaldante é bruscamente violentado por gotas d’água
A chuva lava meu rosto removendo toda a maquiagem que me compõe
A água escorre por bueiros levando consigo toda minha essência
Ou pelo menos a essência que acredito ser minha
Fico completamente cru
Fico completamente nu
Livre de impurezas
Livre de perfumes e odores
Sem feiúra ou beleza
Sem paixões ou amores
Eis então a hora de começar
“Tudo novo de novo”

Leandro Lago

quarta-feira, 10 de março de 2010

Lado B Lado A

A relação da Publicidade e Propaganda com a sociedade é um tanto conturbada, ela paira entre o céu e o inferno, o bem e mal, o certo e o errado.
Protagonista de várias discussões sobre a sua importância e a maneira como atua, esse pilar da comunicação tem sido ao longo da nossa história uma peça fundamental para o nosso desenvolvimento social e cultural.
Ter a palavra como ferramenta para conseguir o que se deseja não é nenhuma novidade para o homem, assim como não é nenhum fato novo a desigualdade no uso da comunicação em nosso país. A publicidade e Propaganda são mais uma das ferramentas da comunicação em que predomina os interesses públicos e privados constituindo um segmento altamente rentável e lucrativo, isso proporciona uma busca desenfreada para ter essa ferramenta à disposição. Mas o que é feito por aqueles que têm essa “dádiva” a disposição? Será que a Publicidade e Propaganda contribuem para o nosso social? Ou é apenas o lucro que interessa? Essas perguntas são originadas toda vez que alguém indaga sobre qual o papel que a Publicidade exerce ou deve exercer em nossa sociedade.
Fazendo um apanhado da história vemos que na época da escravidão e mesmo depois da abolição a publicidade tinha uma participação importante e de certa forma cruel, podemos dizer que ela tava mais para o inferno do que para o céu, ela atuava na divulgação de venda de negros, na busca de negros fugidos. Nada que julguemos correto nos dias atuais.
Hoje os publicitários têm uma responsabilidade social muito maior do que a tempos atrás, existe uma fiscalização muito mais rígida e politicamente correta, isso nos previne de abusos escancarados, porém nos deixou muito mais vulneráveis as ações astuciosas que são elaboradas bem em baixo dos nossos olhos e que não vemos por estarmos tão ocupados para pensar. O caixa dois, mensalão e outros termos da nossa corrupção são tão bem manipulados com a ajuda da Propaganda que passamos a acreditar na legalidade destes atos. Tornamos-nos Os cegos no castelo, ludibriados por nós mesmos.
Mas a Publicidade não é só o lado negro da história, ela também tem exemplos dignos de que o seu papel na verdade é contribuir para a humanização, socialização e paz. Podemos através dela orientar sobre prevenção de doenças, transmitir informações sobre a comunidade, mostrar o quão importante é a valorização pessoal e social.
Assim é a Publicidade e Propaganda, algo como uma faca de dois gumes, uma ciência que se confunde com o bem e mal, esperemos e trabalhemos para que ela não se torne uma mera espectadora e nem “aquele garoto que ia mudar o mundo e agora assiste a tudo em cima do muro” como diria Cazuza.

quarta-feira, 3 de março de 2010

DE VOLTA A TERRA DO NUNCA

Nunca acredite 100% em ninguem!
Nunca acredite 100% em você mesmo!
Nunca se entregue, você é a unica coisa que tem!
Nunca diga Nunca!
E o mais importante de tudo...
Nunca dê ouvidos a um Poeta Bastardo!

Leo Lago