terça-feira, 10 de agosto de 2010

Em busca do chão nosso de cada dia


Vago pela rua em um chão acidentado
Mas este é o meu chão
Não enxergo na selva de pedras a beleza
Mas essa é minha natureza
Minha caminhada não é fácil
Na verdade nada é fácil... nada
Esbarro em esquinas lotadas de vira-latas e vagabundos
Mas esse é o meu mundo
Mundo de muitos ou mudo de poucos?
Certamente existem várias vertentes
Mas grande parte delas são desfavoráveis
Para mim e para você
E concerteza todas são desfavoráveis
Para eles
Onde poderão plantar? Onde poderão colher?
Onde poderão sonhar? Onde poderão viver?
E aquele vira-lata da esquina que já acostumou-se com o mundo cão
Até ele traz no olhar mareado
O retrato de um povo cansado
Que não quer conforto nem luxuria
Que não precisam de pena ou compaixão
E que precisam apenas de um pedaço de chão
O meu chão? O seu chão?
Não!
O nosso chão!


6 comentários:

  1. muito bem parabéns pelo blog

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  2. Rapaz... que post legal!
    Poema concreto e direto! Parabens!
    Vou seguir seu blog.

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  3. Caprichou hein? Foi bem criativo em colocar o "chão" no seu poema, gostei!
    se quiser, veja lá no meu blog, um post sobre sexta-feira 13 http://artegrotesca.blogspot.com
    bjus

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  4. aah obrigada pela análise e elogios lá no meu blog (:
    problema raapaz? isso é solução wdw' alvi-verde é tenso né colega aoeiaoeioe (:
    e gostei do texto, bem direto ;*

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  5. cara, adorei o texto.

    Muito bom, adorei qdo fala nesse tom urbano... "vira-latas e vagabundos"
    Não sei, apesar de ser um caos tudo isso, me encanta de alguma forma.
    O título bem adequado também.
    Enfim... Nota 10 nesse texto!

    ;*

    visita lá o meu blog:

    http://deniererocha.blogspot.com/

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  6. Gostei muito do texto. De outros tbm. você escreve muito bem, heim. ;D

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