O papel que guarda segredos
Já não tem mais espaço para tantas aberrações
Que se apossam de todo o seu corpo
Causando-lhe nojo e medos
Dedos,
São apenas operários de mentes “brilhantes”
Sedentas pelo reconhecimento de outras mentes “brilhantes”
Formando uma cadeia de “brilhantismo”
Invariavelmente longa e obscura
Nesse processo o papel não ganha a devida importância
Pois as palavras que são rabiscadas, talhadas e detalhadas
Ainda são manipuladas como obras de arte e,
Sobrepõe de forma covarde e injusta o nobre papel
Então nosso figurante torce e espera
Que mentes “brilhantes” elaborem
Que dedos operários executem
Que palavras vagas fascinem
Outras mentes “brilhantes”
Caso contrário amanhecerá amassado e abandonado
Em uma lixeira qualquer
Esquecido por todos
Exceto pelos brilhantes corações.
P.S – Poeta que é Poeta escreve com o coração!
Leandro Lago
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