sábado, 22 de outubro de 2011

Chuva química


Cabeça vazia em uma noite cheia
Luzes, sons e tudo mais de hipnótico
Lícito, ilícito e cítrico
Espalham-se tal parasitas, sangue sugas
Luxúria consome e é consumida
Não existe fome, não existe comida
Alimento para a cabeça que nada
Aqui tem dilatador nasal e mental
O amor é injetável
E a dor disfarçada com sorrisos, gargalhadas, beijos e sexo
A brisa torna-se tempestade
E o que cai do céu é químico e queima tudo ao redor
E o fim chega cedo
Vemos corpos em chama
E não há para onde fugir.