segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Cachaça com poesia


Dispenso sua sensatez sem limites
Quero viver da minha maneira
Sem prazos ou hora marcada
Sem revista na entrada
Com amor e com doidera
E na loucura do meu dia-a-dia
Misturar cahaça com poesia
Até que alguém me decifre
E se isso não for possível
Não desistirei de todos
Continuarei jogando o jogo
Sabendo que não sou invencível
Pois a melodia da minha vida
Embala sonhos que beiram o surreal
Refletindo num vitral
O segredo da fonte escondida

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Noite vazia


O sereno cai e traz consigo
A noite e seus encantos
E em todos os cantos
A sua procura eu sigo

A escuridão se faz presente
Iluminando a minha busca
O insucesso logo me frusta
E você se faz ausente

Na noite vazia e escura caminho
E é um saco
E no auge da minha agonia
Chuto uma pedra, mas não era uma pedra
E sim um sapo

Não alcanso o inalcansável por um triz
Mas nem o silêncio da rua
E a despedida da Lua
Me fará infeliz